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sábado, 5 de dezembro de 2020

Nós temos o NOME sobre todo nome


 Podem tentar nos esmagar, desprezar o que somos ou representamos, tornar insignificante o que fazemos, mas não importa, porque você e eu não corremos com os cavalos, nem dependemos da força deles.
Nós voamos nas asas do Altíssimos e temos o poder do seu nome.

domingo, 8 de abril de 2018

A Mulher e a sua Canção do Pão

Quando a Rússia invadiu a Lituânia, em junho de 1940, uma das providências para subjugar e eliminar a resistência dos lituanos foi proibir as suas canções folclóricas, que remetiam às raízes desse povo. Essas canções falavam do pão, o alimento mais importante para aquela população.


A colheita era um trabalho feminino e era realizado em dupla. Enquanto uma colhia a outra cantava e elas iam se revezando nessas funções até o fim da jornada. Era também assim que elas colhiam frutos e cogumelos.

Quando a Rússia fez a invasão, proibiu toda e qualquer manifestação cultural lituana, tudo que remetesse à origem desse povo, como forma de enfraquece-lo, inclusive o seu canto.

Conforme Maria Cândida, Veronika Povilioniene, que nasceu em 1946, quando o canto do seu povo estava proibido pelo invasor,  chegou à Universidade e iniciou com seus colegas a Revolução do Canto. Escondiam-se para cantar as canções de seu povo. “Foi justamente por meio do canto, em 1991, que cinquenta nos de domínio russo cessou na Lituânia. Em vez de combater com armas, o povo se reunia para cantar, inclusive cercando tanques de guerra soviéticos (2011, p. 107).
Não deixe o inimigo destruir os teus sonhos ou calar a tua canção!

Precisamos fazer nossas revoluções do canto cotidianamente, cantar a nossa Canção do Pão, do Pão Vivo que desceu do céu, do alimento da alma. Precisamos fazer soar o som que anime as nossas companheiras de caminhada e de propósito, as mulheres da nossa geração, para que assumam o seu papel como mãe da nação. O Brasil precisa disso! Se queremos que as próximas gerações herdem um país em que possam viver com dignidade.

Precisamos cantar a Canção do Pão que leve a salvação e a transformação aqueles por quem passamos e convivemos no dia a dia, que promova conforto e ânimo aos seus corações.

Cante a Canção do Pão!!!



Bibliografia
CANDIDA, Maria. Mulheres que brilham. São Paulo: Panda Books, 2011.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Escapando da Lei da Semeadura

Pensar com a mente de
Cristo te liberta (MSA).

Num mundo onde os homens são movidos pela busca intensa do prazer, pela autossatisfação em um ambiente hedonista, a última coisa que se quer pensar/pesar são as consequências dos atos praticados, pois já de muito a humanidade tenta, com seus sistemas, erradicar da consciência das pessoas a certeza de que um dia prestaremos conta da vida que vivemos, como se tudo fosse aqui e agora, como se não existisse vida após a morte, como se não existisse uma ETERNIDADE além.

Mas o que a palavra de Deus nos diz é que as consequências não falham, não há como fugir das nossas semeaduras, pois não temos meios de nos escondermos do nosso Criador nem escamotearmos a verdade:
Não vos enganeis: de Deus são se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará (Gl 6.7,8-10).
O que semeia a injustiça segará males; e a vara da sua indignação falhará (Pv 22.8).
Porque semeiam ventos, segaram tormentas; não haverá seara; a erva não dará farinha; e se der, comê-la-ão os estrangeiros (Os 8.7).


Tendo essa consciência, precisamos observar os nossos caminhos, à luz da Palavra do Senhor e entendermos, que:
O pecado é um viajante oportunista, busca quem e onde fazer os seus estragos

 Cada qual é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz ao pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte (Tg 1.14-15).

Os  filhos de Deus, lavados e regenerados com o precioso sangue do Senhor Jesus não vivem uma vida pecaminosa ou entregue ao pecado, não o alimentam, pois o pecado chega de mansinho, é oportunista, não espera ser convidado. Quando menos esperamos, ou quando, como  Davi, estamos divagando, ele se aloja para fazer os seus estragos em nossas vidas.

O exemplo de Davi – o pecado não respeita patente. O povo de Israel foi para guerra, Davi, porém, ficou em Jerusalém – estava "desocupado", passeando no terraço da casa real; daí, viu – contato visual – a mulher que estava tomando banho; era mui formosacobiça (2 Sm 11.1-2). Um momento na vida de um rei escolhido por Deus, um adorador, homem quebrantado diante do Altíssimo, um contato visual foi o suficiente para fazer um estrago em sua vida e macular a sua biografia de derrubador de gigante com apenas cinco pedrinhas e uma funda, de protetor de rebanho, de matador de milhares de inimigos do reino.

Precisamos entender que a nossa visão orienta o que somos e nossos atos:

Os olhos são a lâmpada do corpo. Se forem bom [...] (Mt 6.22).
Todo corpo [...] iluminado. Se forem maus, o todo corpo ficará em trevas (Lc 11.34).
Não ameis o mundo [...] a concupiscência dos olhos (I Jo 2.15-16).

A santidade não é um fardo, ela é asas com as quais  podemos alçar voo! (MSA).

Davi mandou perguntar quem era aquela mulher – ele não fugiu da zona de perigo (vv.3).

Para escaparmos da tentação, consequentemente do pecado, temos que aprender a fugir daquilo que nos fragiliza. Não temos que provar termos a força que não temos. Admitir que temos limites, que temos fragilidades é o meio mais eficaz de sermos vitoriosos em nossa vida espiritual e, consequentemente, pessoal  (I Co 6.18-19; II Tm 2.22).

Fugir do pecado não é covardia, não é amarelar, pelo contrário, é uma atitude sábia, corajosa; é escapar dos desastres que ele acarreta.

Davi não conseguiu vencer a tentação e mandou buscar Bate-Seba (vv. 4) – concebeu, gestou o pecado. Ela veio, e ele se deitou com ela (vv. 4) – deu à luz ao pecado.

Ao contrário de Davi, José, conhecido como José do Egito, fugiu da tentação promovida pela mulher de seu senhor Potifá, sofreu no cárcere, mas não traiu a sua fé.

A humanidade hoje, com seus conceitos aborrecidos de Deus, vive as consequências de suas escolhas e as pessoas sofrem cada vez mais com casamentos infelizes, cheios de culpas e desconfianças, de brigas e agressões, sejam físicas ou verbais; com filhos "indesejáveis", que vão carregar sequelas e marcas perversas para o resto de suas vidas; com seres cada vez mais embrutecidos e capazes de atos de violência insana e inconcebíveis para os, ditos, humanos; depressão e suicídio; amargura e revolta; corrupção desenfreada...
Aonde isso tudo vai parar? Será que ainda precisamos de mais desastres e dores para entender que precisamos parar para rever as escolhas que temos feito ao longo dos séculos e que estamos deixando para as próximas gerações um mundo no qual não queremos viver?! Essas próximas gerações, porventura, não são nossos filhos e netos que dizemos amar?!

A Palavra do Senhor nos dá o caminho a seguir:

Portanto, SE fostes ressuscitados juntamente com Cristo, BUSCAI as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.

PENSAI nas coisas lá do ALTO, não nas que são aqui da TERRA;
porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.
Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.
FAZEI, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;
por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência].
Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas.
Agora, porém, DESPOJAI-VOS, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.
Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos
e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;
no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos (Cl 3.1-11).

Liberdade é ter o direito de fazer o que é certo. É não semear ventos para não colher tempestade (MSA).

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O fator alegria

O Apóstolo Paulo ao escrever à Igreja em Roma: "Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração" (Rm 12.12 - RC), conjuga a alegria à esperança, à paciência e à perseverança, que são como ingredientes que não podem faltar em nós, pois são inerentes à vida cristã:

A ALEGRIA é um fruto do Espírito Santo em nós –  “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Fp 4.4).

As razões para a alegria do cristão não estão nas coisas que perecem, no bem-estar físico, nem nas riquezas que findam, mas, sim, na glória de Deus e em suas ações manifestadas no seu cotidiano.

Ao escrever aos irmãos de Filipos, Paulo, possivelmente, estava preso em Roma e a sua convicção era de que as coisas que lhe aconteceram haviam contribuído para o progresso do evangelho (Fp 1:12). Assim, em vez de lamento, ele exultava, porque:

“A maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousaram falar com mais desassombro a palavra de Deus” (Fp 1.14).

Isso nos faz entender que a alegria do Senhor em nós produz força (Ne 8.10), mesmo em meio a momentos de angústias e tristezas.

ESPERANÇA – “Bom é ter esperança e aguardar em silêncio a salvação do Senhor” (Lm 3.26).

A esperança nos mantém de pé apesar de todas as pressões que nos sobrevenham. Esperar em silêncio é um símbolo de fé, de confiança no amor e na fidelidade de Deus por nós. Assim, esperança e fé caminham juntos. 
Não é raro vermos pessoas na hora de tribulações, quando os problemas chegam se tornam irreconhecíveis, perdem o equilíbrio, murmuram, jogam tudo o que construíram para o alto e se comportam como se não houvesse um Deus zeloso a cuidar dos seu filhos. Mas que realmente e será em Deus não se apressa, mas espera o tempo oportuno, o Kairós do Senhor.

PACIÊNCIA – na tribulação
"Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera.
Sejam também pacientes e fortaleçam o seu coração, pois a vinda do Senhor está próxima. Irmãos, não se queixem uns dos outros, para que não sejam julgados. O Juiz já está às portas!
Irmãos, tenham os profetas que falaram em nome do Senhor como exemplo de paciência diante do sofrimento. Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança.
Vocês ouviram falar sobre a perseverança de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia" (Tg 5.7-11).

          PERSEVERANÇA – “Perseverai em oração” – firmeza, constância e abundância. A Palavra nos Senhor nos diz que aquele que perseverar até ao fim será salvo. 

Muitas pessoas que ja viveram lindas histórias, viveram momentos de glórias, mas sentem que não mais estão vivendo no esplendor e se decepcionam e querem desistir de lutar. Porém, o nosso desafio é rever nossas motivações, identificar o que nos mobiliza, o que nos anima a prosseguir: se a glória que perece, o efêmero  ou a glória eterna.






sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Porque tive fome, e me deste de comer!

Nos últimos dias temos sido sacudidos por notícias sobre os mais atrozes acontecimentos. São reportagens dolorosas, sobre situações que, se pudéssemos, taparíamos os ouvidos para não escutar.


No dia 12 de Janeiro, a terra fugiu de debaixo dos pés de milhares de haitianos. Um terremoto de proporções inimagináveis destruiu do palácio presidencial ao mais ínfimo dos casebres.


A dor e a perplexidade foram estampadas nos rostos daquela gente que viu os seus serem soterrados. Tratores, com pás mecânicas, recolheram corpos pelas ruas como se fosse lixo, para depois jogá-los em "covas" coletivas. São cenas que vemos de longe. A consternação que sentimos é a de quem viu apenas pelos meios de comunicação. A compaixão, se existe, até aonde nos move?


Porém, muitos brasileiros viram de perto e, como heróis que o Brasil não honrou como deveria, também foram soterrados em terras haitianos. A eles e suas famílias presto homenagem, pois fizeram muito, fizeram mais que eu.


Dentre esses brasileiros, está alguém que a simples menção do nome já conta sua história: ZILDA ARNS. Seu legado é mais que admirável, é digno de ser imitado. Quantos milheres de crianças deixaram de morrer por causa da ação dessa mulher que teve a graça de mobilizar a muitas para, como voluntárias, entrarem em casas humildes para ensinar a fazer o singelo soro caseiro e para distribuir a multimistura. Tudo simples, sem muito alarde. Um ato de doação.

Zilda, segundo a mídia, interrompeu suas férias em família para realizar palestra no Haiti, um país em convulsão social e pobreza, e lá como aqueles que ajudou a socorreu tombou em combate. Fez em vida, o que Jesus praticou quando aqui passou e faria hoje se estivesse como homem entre nós.

Muitos cristãos se acreditam tão perto de Deus, tão santificados, se consideram pessoas de fé. Porém, a Palavra do Senhor nos faz um desafio por intermédio da carta de Tiago, no capítulo dois: "Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé se ela não vier acompanhada de ações? Será que essa fé pode salvá-los?" (vs.14). É possível entender que a fé que opera salvação, também produz em nós a transformação que remove de nós todo o egoísmo e nos torna sensíveis a necessidade de nosso próximo. Meu irmão tem roupa para vestir? Tem pão para comer? Tem águas para saciar sua sede?






Tiago acrescenta: "Se vocês não lhes dão o que eles precisam para viver, não adianta nada dizer: “Que Deus os abençoe! Vistam agasalhos e comam bem” (vs 16).

O discurso cristão sem a "ação do Cristo" é vazio, é um conjunto desconexo de palavras ao vento. Dizer Deus te abençe, é fácil, o desafiardor é permitir que Deus abençoe, que Deus socorra alguém por meio de nós, do nosso dinheiro, de nossas mãos! "Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta" (vs. 17). Assim, o nosso discurso não passa de farisaísmo vazio e infrutífero. A fé propalada, se resume a algo que não se confirma em sua essência, não se consuma na prátiva, é um mero exercício de retórica. Não salva, não liberta, não nos transforma, não nos torna melhores, não faz Cristo aparecer ao mundo por meio de nossos rostos.





Contudo, as obras sem a fé, sem que esteja atrelada ao processo de salvação também é inóquoa e deprovida das virtudes eternas. As boas obras puras e simples não são suficientes para operar em nós a salvação. "Mas alguém poderá dizer: “Você tem fé, e eu tenho ações.” E eu respondo: “Então me mostre como é possível ter fé sem que ela seja acompanhada de ações. Eu vou lhe mostrar a minha fé por meio das minhas ações” (vs. 18).




Mas Jesus, no nosso Mestre e Senhor, remete este assunto a algo decisivo, a eternidade. Em Mateus, capítulo 25, quando fala de sua volta, fala da separação entre aqueles que vão ao gozo eterno e os que vão ao tormento eterno, "Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo" (34). Esse é o chamado que todos nós vivos e os que já se foram desejam ouvir: "Venham"! Porém, Jesus nos informa questões decisivas entre a condenação e a bem-aventuraça eterna: Venham, "Pois eu estava com fome, e vocês me deram comida; estava com sede, e me deram água. Era estrangeiro, e me receberam na sua casa. Estava sem roupa, e me vestiram; estava doente, e cuidaram de mim. Estava na cadeia, e foram me visitar" (vs. 35 e 36).




Jesus estava estava com fome e com sede, era estrangeiro, estava sem roupa, estava doente, estava na cadeia... e foi socorrido em suas aflições e necessidades? Como? É algo incompreensível! Quando é que fomos te visitar na cadeia ou moribundo em um hospital? Quando te demos um copo de água, quando te demos um prato de comida? Mas Ele explica:



"Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram" (vs. 40)

O que Jesus está dizendo? QUE A FÉ SEM AS OBRAS DA FÉ É MORTA, não aquinhoa para a vida eterna, ou seja, não nos torna partícipes da eternidade com Deus. De outra forma, podermos dizer que, quando a fé não se apresenta nas nossas ações e decisões diárias, quando não temos fé, para dizer como o apóstolo Paulo: eu me gastarei e me deixarei gastar! Ela simplesmente inexiste em nós. A salvação genuína não ocorreu.
Jesus, ao continuar sua pregação, afirma que no grande dia do julgamento final, os que estiverem a sua esquerda vão ouvir de seus lábios: "Afastem-se de mim, vocês que estão debaixo da maldição de Deus! Vão para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos! (vs 41). Logo, podemos interrogar: Jesus vai fazer acepção de pessoas? Não, absolutamente! Ele se levanta contra as nossas acepções, proselitismos e preconceitos, e diz as razões: Na figura dos marginalizados, das crianças famintas, dos haitianos vítimas do atroz terremoto, Eu, Jesus, "estava com fome, e vocês não me deram comida; estava com sede, e não me deram água. Era estrangeiro, e não me receberam na sua casa; estava sem roupa, e não me vestiram. Estava doente e na cadeia, e vocês não cuidaram de mim" (vs. 42 e 43).

E Jesus sintetiza, assim, as suas palavras: "Eu afirmo a vocês que isto é verdade: todas as vezes que vocês deixaram de ajudar uma destas pessoas mais humildes, foi a mim que deixaram de ajudar. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo" (45 e 46).
Por tudo isso, a vida de Zilda Arns deixa uma lição que precisa ser aprendida por nós, pois o Senhor Jesus em nós se importa com as mãos que estão estendidas em busca de socorro. Jesus atrairá, no dia faustoso de sua volta, atrairá para si os que tiverem afinidades com Ele.
Que Deus nos ajude.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Alto Preço já foi pago

Muitas vezes desejamos viver uma vida onde as coisas possam ser adquiridas sem custos; almejamos uma realidade em que se alcance o píncaros das montanhas sem derramar suor, sem ter que escalar montanha acima. Se pudéssemos, tomaríamos posse de um diploma sem ter que sentar todos os dias na carteira da sala de aula. Huuuuuuum, isso é um grande sonho de consumo. Porém, quando Jesus chegou ao mundo, Ele começou a amostrar um panorama bem diferente do nosso comodismo, das nossas indisponibilidades, dos nossos egoísmos.


Ao nascer, nosso Mestre não nasce no palácio, é concebido em uma manjedora. Não vem a terra como filho de um rei encastelado num palácio, ele chega como filho de Maria "Ninguém" e do carpinteiro José.

Jesus se tornou o exemplo máximo de abnegação, de entrega total pela causa que o fez deixar a glória eterna pela temporalidade humana.

A opção de Jesus foi entregar a sua vida em sacrifício. Ele pagou o alto preço. O preço de esvaziar-se de si mesmo; o preço de dizer, eu não falo de mim mesmo, o Pai fala por mim; eu não faço a minha vontade, executo o desejo do Pai. Jesus pagou o preço pela união de homens e mulheres entorno de seu nome, o nome que fala de Salvação eterna, de resgate da humanidade. O alto preço pela reconciliação de irreconciláveis, daqueles que dizem: "eu nunca vou perdar aquela pessoa, a ofensa foi muito grande". Sim, o sangue que Jesus derramou na cruz é suficiente para lavar a mais incrustada mágoa. Jesus pagou o preço de fazer erguer-se triunfante em um casamento o amor que aparentemente estava morto.

O preço já foi pago, o que faremos a partir desse conhecimento? Somente eu e você podemos decidir. Vamos fazer valer o sacrifício do inocente no lugar do culpado, ou vamos ignorar a graça alcançada?

domingo, 25 de maio de 2008

O TROFÉU ROUBADO

Em um belo dia de Domingo, Rubinho Barrichello está a alguns metros da linha de chegada, quando recebe um comunicado da Ferrari: "Deixe Michael passar!". A alegria cedeu lugar à tristeza e o grito da vitória ficou embargado na garganta. Os pontos preciosos em um campeonato competitivo e o troféu lhe escaparam das mãos. Ele recebera uma ordem cruel de alguém maior que ele.

Na hora do pódium, Michael, um vencedor sem mérito, usurpa o lugar daquele que deveria levantar o troféu e receber os aplausos. Qual terá sido o sabor dessa vitória para o usurpador?

Satanás é assim, um ordenador de inversão injusta no podium. Ele é o ordenador de tragédias, de derrotas, de destruição e morte. Ele tem prazer na dor, na tristeza humana.

Pode ser que tu também estejas sentido que teu lugar no podium da vida está sendo logrado e que o troféu está escapando de tuas mãos. E, por isso, estás desanimado, abatido, deprimido e querendo desistir da caminhada, quem sabe até mesmo querendo por fim a própria vida, porque acreditas que não tem jeito para as afrontas e derrotas que estás sofrendo. Mas, neste momento eu te convido, em nome de Jesus, a parar e refletir: Na corrida de Rubinho a ordem veio de uma instância maior. Quanto a ti, o maior não é o teu adversário, o maior é Jesus de Nazaré, aquele que, por nos amar, se entregou à morte para que nós tivéssemos vida e vida com abundância!

Sim, o nosso Senhor Jesus é maior que Satanás. Ele veio para desfazer as obras do diabo (1 Jo 3.8)! Se o diabo roubou tua razão de viver e desfez os teus sonhos, Jesus os pode restituir!

Lucas narra um dos momentos sublimes de Jesus em que Ele se assume como O Libertador profetizado pelo profeta Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor”. (Lc 4.18-19).

O Libertador só está esperando um convite teu para entrar ação e ordenar para longe da tua vida o ladrão da alegria. Ele quer entrar ainda hoje em teu coração e fazer uma grande, abundante e eterna festa.

Por outro lado, quem sabe estás caminhando com o coração pesado pelo fardo da culpa por achares que não há perdão para erros que cometeste no passado? Mesmo assim, tem jeito! Quando Davi se sentiu dessa forma, ele teve confiança para orar assim: “Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação [...]” (Sl 51.11-12).

Jesus está pronto, meu amigo. Só depende de ti! Ouse ORAR!


“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Ap 3.20).

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Um Sonho no Compasso dos Propósitos Divino

O Domingo, dia 10 de fevereiro, amanheceu como um dia típico de verão. Mas havia algo mais que trazia para essa manhã uma beleza maior. Fomos à igreja. Era dia de Santa Ceia, mas também teríamos um momento de ação de graças.

Depois de tempos de espera e de lutas contra o gigante chamado "impossível", como Igreja do Senhor, estávamos chegando ao final do trabalho na fachada de nossa templo. Para muitos, isso pode não significar nada ou, no máximo, algo corriqueiro. Para nós, era como chegar ao píncaro da mais alta montanhada. Havíamos caminhada cada centímetros de fachada juntos, da construção como um todo. Sonhamos cada detalhe, cada cor, cada linha, cada composição de material. Brigamos, a Santa Luta, para que tudo fosse realizado conforme Deus nos dera a sonhar e visualizar.

No Sábado, dia 11/02, o andaime foi retirado, e nós lá, vendo cada centímetro de fachada aparecer à medida que as peças de ferro desciam e era retirada a tela azul de proteção. Um grupo de homens e mulheres, companheiros em Cristo, lançaram mãos de materiais de limpeza e começaram a fazer as pastilhas,os vidros e os alumínios brilharem. A noite avançava, mas tudo precisava ficar cem por cento. Afinal, a espera por esse dia foi longa.

Porém, é preciso lembrar que nosso ano de 2007 terminou com nosso brado de EBENÉZER! Até aqui nos ajudou o Senhor. Era a palavra profética em ação, o verbo que traz a existência o que não existe.

Na nossa manhã de domingo, após a nos assentarmos à Mesa do Senhor, nos dirigimos à frente do templo para juntos cantarmos: "Mais grato a Ti, mais grato a Ti...".

Ah! Como foi bom cantar, como eu não me canso de olhar... O sentimento de ver o "impossível" desaparecer de nossa frente é indescritível! Nesse momento, é fácil entender o apóstulo Paulo, quando diz: "O que digo, não o digo segundo o Senhor, mas como por insensatez, nesta confiança de gloriar-me"(II Co 11.17). A gente vira criança. E como é bom quando, às vezes, somos tomados pelas emoções, pela alegria quase infantil. O resumo disso tudo está em que: "Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres"! Sim, em nós, por nós e por meio de nós, AD.MVida - Assembléia de Deus Ministério Vida, o Senhor tem feito coisas extraordinárias. Estamos, é verdade, como os que sonham. "Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cânticos. Então se dizia entre as nações: Grandes coisas fez o Senhor por eles" (Sl 126.2. Porém, não sonhamos no ermo, sonhamos tendo o Senhor como parceiro.

"Pois eu assim corro, não como indeciso; assim combato, não como batendo no ar" (I Co 9.26).

Esse é o sonho que vale a pena sonhar, o Sonho com Deus. Ou ainda melhor, deixar Deus sonhar por meio de nós, entregando a Ele nosso melhor. O melhor de nosso intelecto, de nossos talentos, das capacidades com as quais nascemos e aquelas que vamos amealhando ao londo da vida.

VALE A PENA SER CAIXA DE RESSONÂNCIA DA VONTADE DE DEUS!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Meu pai, que exemplo, que saudade!

Tenho a honra de compartilhar este texto escrito por meu pai, Pr. Oséas Lopes da Silva, que já há 15 anos está com o Senhor. Embora tenha transcorrido 21 anos de sua publicação na revista Círculo de Oração (CPAD), seu conteúdo continua atual, e desafia a nós mulheres a sermos como Abigail, mulheres que agem em favor da paz!

Abigail, a pacificadora
Pr. Oséas Lopes da Silva

Há um grupo de mulheres que desejo apresentar aqui. Sem dúvida tens ouvido falar de muitas delas, e pode até ser que conheças alguma. Porém, quero que chegues a conhecê-las a fundo, de tal forma que possas contá-las entre tuas amigas pessoais. Elas estão à disposição de quem quer que as procure, pois são mulheres da bíblia, e de todas aprendemos algo de importante. Suas vidas, sua fé, suas boas obras, suas experiências com Deus estão registradas nas escrituras para nosso benefício. Essas mulheres comovem-nos por sua piedade e sabedoria. Elas nos inspiram a sermos melhores cristãos.

Por outro lado, há um grupo de mulheres na bíblia que nos assustam por suas maldades e crueldade. Personificam o negativo e o pecado. Todavia, destas também tiramos lições, pois suas vidas nos ensinam bem os danos que podemos causar mulheres que não vivem sob temor de Deus.

Porém, dentre as mulheres virtuosas da Bíblia, queremos nos ocupar com Abigail. A Bíblia faz-lhe referencia em primeiro Samuel (cap. 25). Abigail era uma mulher de nobre descendência, definida na palavra de Deus como “de bom entendimento”. O texto bíblico acrescenta que ela era “de nobre aparência”. Sem dúvida, a beleza de Abigail era um reflexo de sua formosura interior. Era uma boa esposa, e o tipo da mulher que merecia ser feliz. Como a mulher virtuosa de provérbios 31, cuidava de sua família e de seus criados.

Porém enquanto ela se tornou conhecida por sua bondade e gentileza, seu esposo era um homem grosseiro. As escrituras o descrevem como um “homem duro e de más obras”. Seu nome Nabal significava “insensato”. Nabal era um homem com quem a convivência se mostrava difícil. Sua dureza, sua mesquinhez e mau gênio eram suficientes para amargar a vida de qualquer mulher. Abigail, no entanto, manteve seu espírito de doçura e mansidão, apesar da dureza tão adversa de seu esposo. Se o Santo Espírito de Deus estivesse sobre todas as irmãs, como muitos lares seriam diferentes! A palavra áspera seria contestada com uma frase doce. A “cara amarrada” ou gesto de impaciência seriam neutralizados com um sorriso puro, e as montanhas de incompreensão seriam demolidas.

Era a época da tosquia de ovelhas na fazenda de Nabal. Dias de árduo trabalho para Abigail, pois tinha de preparar comida para dezenas de trabalhadores e criados, e sem dúvida não havia tempo para descansar. Inesperadamente, em meio ao trabalho, apareceram diante de Nabal dez jovens que não pertenciam à fazenda. Vinham da parte de Davi que se encontrava no deserto, fugindo de Saul. Muitas vezes os homens de Davi haviam se encontrado com os homens de Nabal, no deserto. Davi e os seus os tratavam bem, e até protegiam os rebanhos que eles pastoreavam.

Porém, agora Davi se encontrava faminto , necessitado e mandara pedir a Nabal que lhe enviasse um pouco do muito que ele tinha. Era uma petição justa. Nabal tinha mantimentos em abundância e em nenhum aspecto lhe seria pesado dar comida aos homens de Davi. Sua resposta foi um duro “não”. Negou a comida aos jovens e ainda os humilhou na presença dos trabalhadores que ali estavam. Tratou-os com expressões depreciativas, e sobre seu líder, disse: "Quem é Davi, e quem é filho de Jessé? Muitos há hoje, e cada um foge a seu senhor”.


Quando os moços regressaram ao acampamento com as mãos vazias e os lábios cheios de palavras duras proferidas por Nabal, Davi se encheu de ira. Deu ordem para que todos cingissem suas espadas e, sem perda de tempo, saíram para tomar vingança. Era seu pensamento “não deixar com vida nenhum varão”. Porém, um dos servos de Nabal contou o ocorrido a Abigail e ela reconheceram a necessidade de agir imediatamente sem fazer qualquer alarme. Abigail salvaria seu esposo e seu lar da destruição total. Porém. Ela sabia que se dissesse a Nabal o que pensava fazer, ele não lhe permitiria, e lhe faria perder um tempo precioso.

Apressadamente, mas de modo organizado, a esposa de Nabal preparou comida para 600 homens: 200 pães, dois odres de vinho, cinco ovelhas guisadas e outras coisas mais. Em seguida, pôs tudo sobre jumentos, montou um dos animas, chamou alguns criados para lhe fazer companhia e partiu. Sua missão era obter a paz. Bendito ministério, o de levar a paz! Quantas vezes se nos apresentamos oportunidades de interceder, de interferir, e as deixamos passar, para não nos envolvermos! Teria sido muito fácil Abigail cruzar os braços e dizer: “ o problema é de Nabal, ele o buscou; que resolva agora.” Nabal estava a ponto de colher o que havia semeado. Porém, a bondade e a misericórdia de Deus não se estendem somente aos bons. Os que não a merecem são os que mais necessitam.

O encontro de Abigail com Davi assemelhava-se à Lei e a Graça. Nabal merecia morrer, porém Abigail intercedeu por sua vida. Com humildade rogou a Davi que perdoasse seu marido. Reconheceu que seu esposo era um homem perverso, mas lembrou a Davi que ele era “ungido do Senhor”. A percepção espiritual daquela mulher foi admirável! Ela não viu em Davi um servo fugitivo, mas “um que peleja a batalha de Jeová”. Quanta diplomacia naquela bela judia! Humilhou-se e não perdeu a dignidade em um momento algum.


Ao ouvir as sábias palavras de Abigail, o coração de Davi se comoveu. Ela lhe recordara as promessas que Deus havia feito, e o levou a pensar nas consequências daquele derramamento de sangue. Comovido, Davi disse-lhe: "Bendito o Senhor Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro, e bendito o teu conselho!” (1 Sm 25.32,33). Cumprida sua missão, Abigail voltou ao seu lar. Não falou nenhuma palavra a mais. Pensou que jamais voltaria a ver Davi. Porém, o salmista jamais esqueceria aquela mulher prudente, que o livrara de derramar o sangue de um culpado e de centenas de inocentes.

Algum tempo depois, Davi soube da morte de Nabal, e propôs casamento a Abigail, por saber que uma mulher daquela índole lhe seria uma benção como esposa. Por sua vez, Abigail jamais pensou que sua nobre ação a levaria a uma posição de honra: ser esposa do varão “segundo o coração de Deus”, daquele cuja descendência “levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel” (At 13.22,23).


Porém, quantos altares quebrados e lares destruídos pelo espírito que opera neste mundo, do qual a bíblia diz: “ele jaz no maligno”! Tal tendência está disfarçada com um pseudônimo aparentemente atraente chamado “feminismo”. A mulher pacificadora não se deixa levar pelo espírito que rege este mundo. A bíblia diz: “Cada um fique na vocação em que foi chamado” (1 Co 7.20).

Prezada irmã: Deus te chamou para ser "como videira frutífera em teu lar” (Sl 128.3). Tu tens a mente de Cristo, e em ti habita o Espírito Santo. Descubra o gozo inefável de estar sendo orientada somente pela palavra de Deus e por seu Santo Espírito que inspirou o apóstolo Paulo a deixar-nos o segredo da vitória em sua carta aos Efésios (5.20-24). Abigail por certo descobriu este segredo mesmo antes dele estar escrito, e o mesmo Espírito que estava com ela deseja usar-te para que sejas uma mulher pacificadora (Mt 5.9). Amém!
(Texto publicado na revista Circulo de Oração. CPAD,Rio de Janeiro, jan-mar, 1987).

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O penitente e o amor desconcertante de Deus

Às vezes chegamos diante de Deus esperando o castigo iminente, a vara, a palavra dura, um olhar áspero, porque o fazemos reconhecendo que pisamos na bola, que fizemos tudo errado. Mas nos surpreendemos quando Ele, simplesmente, nos diz: “Filho, eu te amo. Ainda que os teus pecados sejam vermelhos como carmesim eles se tornarão brancos, como a branca lã” (Is 1.18).

Estamos tão acostumados a sermos tratados com brutalidade, com as retaliações do mundo, com o julgamento a priori, com a ausência de misericórdia que temos dificuldade em compreender o amor de Deus e ficamos desconcertados, ficamos “sem jeito” quando, diante dos nossos pecados, mas em contraposição a um coração arrependido, Ele simplesmente nos afaga.

É como se, de repente, Ele nos dissesse como o fez à mulher pecadora: “Vai em paz e não peques mais”. Nessa hora, surpresos perguntássemos: – Tudo bem, Senhor, eu vou, mas qual é a minha penitência? Tu estás sendo tão bom, tão benigno comigo que eu quero logo deixar tudo quites contigo. Quantos degraus eu tenho que subir de joelhos; quantas chicotadas eu tenho que infligir aos meus próprios lombos?. E ele simplesmente nos dissesse, – Filho, você não entendeu, essa não é a minha essência. Eu sou o único que não tem pecados, portanto, tenho autoridade para te condenar, mas Eu não te condeno, vai em paz e não peques mais (Jo 8.11). É só isso! Não estou pedindo penitência, nem que dilaceres a tua carne. Eu já fiz isso por você. Eu me deixei moer, para que agora eu diga: Vai meu filho, vai em paz. dorme tranqüilo o teu sono e toma com alegria o teu mel. Eu lavo com meu sangue as tuas iniqüidades e removo a tua culpa! E dos teus pecados não me lembrarei mais (Mq 7.18-19).

Como sairíamos de diante de um Deus como esse? Gratos, aliviados, suando frio, mas desconcertados. Estávamos certos da condenação. Porque, provavelmente, se estivéssemos no lugar dele, condenaríamos o penitente! Por isso, embora sem condição arcar com as conseqüências de nossos atos, estávamos conformados em sermos punidos, imolados. Em vez disso somos acolhidos e recebemos afago! Esse é o amor desconcertante de Deus!

Aleluia! “Porque nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm 8.1).

Dá para encarar um Deus como esse?

Dá para não amar um Deus como esse?

Dá para não lhe ser fiel?


Dá para ignorar o gemido de seu Espírito quando nos deixamos atrair pelo apelo de nosso adversário que nos quer roubar, destruir e matar?

Isso é graça, é favor recebido, mas não merecido. Isso é cristianismo sem as seqüelas do romanismo mariolatra destituído de qualquer sentimento de graça, que tem feito muito mal à concepção do que significa cristianismo.

É a graça que nos deixa como que moídos diante de tanto amor, de tamanha gratuidade, quando nada se pede em troca, senão que sejamos plenos; seres integrais, seres com o selo de originalidade, que se alimentam da excelência suprema de Deus. Seu desejo é que entendamos o que diz a palavra: pouco menor do que os anjos o fizeste (Sl 8.4-5)! Pouco menor do que os anjos! Esse é um Deus, cujos atos de misericórdia em relação ao homem chega a ser escandaloso.

A L E L U I A!

JESUS ACEITA O MEU AMOR NESTA NOITE!

O Rei que se fez plebeu e o plebeu usurpador

Após um dia abençoado, dedicado ao Reino de Deus, assentei-me, por um pouco, em meu sofá, enquanto assistia a um programa evangélico, do qual participavam a Ana Paula Bessa e a Nívea Soares. E o diálogo dessas irmãs me levou a refletir, porque a Nívea, simplesmente, transbordava na graça ao falar sobre o nosso Jesus, que desceu de seu trono de glória para vir, em figura humana, viver entre nós. Porém, apesar de, por um pouco, ter se tornando humano, não perdeu sua deidade. Então, me lembrei do jogral que escrevi: "Jesus Cristo, cem por cento homem e cem por cento Deus".
É simplesmente maravilhoso pensar nesse Deus que se faz homem porque amou a cada um de nós. Isso faz pensar o quanto somos mesquinhos, o quanto somos apequenados pela forma limitada com que vivemos nossa vida espiritual e nossos relacionamentos com nossos semelhantes. Ah! Se nós tivéssemos a coragem de fazer como o Deus que desce e se faz gente e, por isso tornou o GRANDE Salvador do mundo INTEIRO. Ah! Quem sabe cresceríamos um pouco e, assim, deixaríamos de ser seres tão medíocres apegados a quinquilharias e velharias. Nós nos tornaríamos mais enriquecidos, mais nobres, mais dignos de sermos templo do Espírito Santo.
O apóstolo Paulo disse acertadamente: Quando penso que estou fraco, aí sou forte. Qual o problema? Será que nunca podemos ter auto-afirmação? Temos que usar de falsa modéstia ou fazer de conta que não somos dotados de talentos e dons? NÃO! O problema é que, muitas vezes, somos enganados e queremos auferir a glória que não nos pertence. Em outros momentos agimos com se não fôssemos seres dependentes de Deus até mesmo para respirar. Salomão, enquanto se manteve sábio, afirmou: "A soberba precede a destruição, e a altivez do espírito precede a queda"(Pv 16.18).
Neste momento, enquanto escrevo, estou escutando Marina de Oliveira cantar uma canção que reconhece a grandiosidade de Deus e a nossa dependência dele, e diz: "Insaciável sou por mais de Ti; desesperado estou por mais de Ti. Tu que estás assentado no trono de glória vem neste lugar, Senhor...". É isso! Ele, o Senhor, é quem se assenta no trono eterno. Nós somos completos quando nos reconhecemos na qualidade de seus súditos. É uma honra servir-lhe!
Oh! Pai, neste momento, eu faço reverência à tua majestade e digo: Tu és o meu Rei e Senhor. És o amado da minha alma! És o ar de que necessitam os meus pulmões. És a essência de tudo o que sou!